segunda-feira, 11 de outubro de 2010

jardim encantado



Ah! Doce alívio que me bate agora, falaste tu que jamais entenderia,Falo eu que jamais quis te entender.
Ah! Belo jardim que em mim brota, disse-ses um dia o que sentias,
Digo eu o que hoje não sinto.
Ah! Desejo que em mim se perdeu, perguntas-te o por que de um beijo,
Pergunto-lhe, para que mais um?
Ah! Suave som das árvores sentindo o vento que acalma,
Não respondeste nada em todo percurso, respondo eu agora: - Não precisa mais!
Ah! Se soubesses como eu era, se sonhasses o que eu sentia,Agora digo-lhe, morrer? Para que? De nada vai adiantar.
Sorrir para ti? Serviria de algo? Não, não seria nada mais que apenas uma certeza para ti,
Ah! Fraqueza que hoje me fortalece,
Ah! Mágoa que hoje te consome,
Ah! Ódio que não consigo sentir,
Ah! Medo que um dia me serviu de esconderijo, mais que hoje transforma tudo isso,
Na tua alma sem juízo, obrigada a viver nas inquietações de um jardim.

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