sábado, 5 de junho de 2010

cont.



Fred tocou a campainha, a casa parecia vazia, mas ainda era cedo. Esperou um pouco e tocou novamente, nada. Aparentemente Hannah não estava em casa, pegou a carta, talvez devesse voltar mais tarde. Resolveu colocara a carta debaixo da porta. Ficou parado um tempo olhando pra casa na esperança de Hannah sair e abraçá-lo, mas ela realmente não estava. Respirou fundo, estava frio, havia nevado nos últimos dias, correu de volta pro carro. A carta estava entregue.
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Hannah tocou a campainha do apartamento de Fred, ninguém atendeu. Colocou o ouvido na porta pra ver se ouvia algum barulho, mas o apartamento estava completamente silencioso. Tocou uma segunda vez como uma confirmação e nenhuma diferença. Pegou a carta e cuidadosamente a colocou debaixo da porta, estranhou o fato de Fred não estar em casa já que ainda era cedo para ele estar trabalhando, mas resolveu não pensar muito nisso. Desceu pelo elevador e andou o mais depressa possível para o carro, estava frio, e o asfalto estava úmido devido à nevasca dos dias anteriores, um ótimo motivo para um escorregão, e sendo ela isso era bem possível. Entrou no carro aliviado, ligou o aquecedor e voltou para sua casa.
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Quando Hannah entrou em sua rua, começou a sorrir parado em frente a sua casa estava um Vectra preto, os vidros estavam embaçados. Ela estacionou sua caminhonete do outro lado da calçada, odiava quando ele pegava sua vaga, mas agora não importava. Bateu no vidro do carro, a porta se abriu e um Fred com olhos inchados saiu.
-o que você ta fazendo aqui? - Fred sabia que ela sabia o que era, mas queria ouvir dele. Sorriu como amava o jeito manipulativo dela.
-é meio óbvio, vim pegar meu super Bond de volta. –Hannah sorriu e o socou no braço. Fred a puxou e a beijou. – na verdade vim pedir desculpas, deixei uma carta, mas do jeito que você é fiquei com medo que passasse direto e não a visse, resolvi ficar pra ter certeza de que você a leria.
-engraçado, acabei de deixar uma carta na sua casa. Também queria pedir desculpas. Está um pouco frio, melhor entrarmos.
Como sempre assim que Fred a soltou, Hannah levou três lindos passos até quase cair, e como sempre Fred a segurou.
-estava com saudades herói.
-estava com saudade também estabanada.

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A briga havia sido feia, agora de cabeça fria Hannah podia ver com clareza todos seus erros, e mesmo que ainda achasse os deles piores sabia que devia pedir desculpas.
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Sentado no sofá de casa Fred começou a escrever uma carta, a discussão da noite anterior tinha deixado fora de si, havia dito muitas coisas sem pensar, coisas que não queria dizer. Pegou uma caneta e começou a escrever.
‘Desculpa, devia ter escutado mais, ter prestado mais atenção, mas às vezes isso me sufoca... ’
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Pegou um papel, com cuidado colocou a xícara com chá longe evitando um acidente, ela era muito desastrada. Começou a escrever.
‘desculpa talvez eu tenha exagerado, na verdade eu exagerei, mas fiquei louca por ter esquecido... ’
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‘... Tem muitas coisas pra lembrar, seu sorriso, sua voz quando acorda totalmente esganiçada, o fato que gosta de conversar quando toma banho, o jeito que tem de quebrar tudo que está a um raio de cinco metros, seu sorriso que me faz tremer... ’
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‘... lembro demais, de todos aqueles dias de verão, do modo como seu cabelo é de manhã, e como você fica mau humorado, todos os tombos que você impediu que acontecesse e os objetos colados pela casa com o super Bond que roubei da sua gaveta, e seu abraço que me faz voar...’
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‘... estou arrependido, e com saudades das suas piadas sem graça, talvez você me desculpe se eu prometer um tubo novo de super Bond, ou talvez você me desculpe por que te amo. Sinto saudades. ’
Dobrou a carta, parecia ter ficado boa, colocou em um envelope. Fred pensou em colocar no correio, mas sabia o endereço melhor que o carteiro, guardou a carta no bolso. Pegou as chaves do carro e saiu, tinha uma carta a entregar em certa casa.
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‘... Milionésima briga, estou com saudades de você, com saudades de apenas você escutar minhas piadas idiotas e fazer meu chá, também tenho saudades do seu super Bond e dos seus olhos. Tenho saudades até da sua voz estressada. Pode voltar logo? Eu te amo. ’
Colocou a carta em um envelope, ficou parada sentada na mesa pensando no que fazer. Resolveu que entregar pessoalmente era a melhor opção, pegou a chave do seu carro velho, ele estava com pouca gasolina, mas dava pra chegar lá, voltar eram outros quinhentos. Saiu de casa e ligou o carro, olhou rapidamente no espelho retrovisor e resolveu prender o cabelo. Saiu apressada, queria logo fazer as pazes.

domingo, 30 de maio de 2010

varinha de condão



Queria que contos de faz existissem, seria tão mais fácil se tivesse um príncipe encantado só pra mim esperando pra me salvar. Talvez seja muito romântica, mas nem faço muita questão do cavalo branco, pra mim só alguém pra estar do meu lado pra sempre é mais que suficiente, é impossível também, eu sei. Mas é tão injusto, porque vilões e vilãs já encontrei muitos, mas o lerdo do príncipe não, lerdo porque ele ainda não me salvou nem uma vez! Mas eu vou continuar aqui, esperando, porque quem sabe eles não existem mesmo?

seventeen again, oh no!




17 anos, que ano difícil. Sei que dizemos isso no ano passado, no retrasado e diremos no próximo ano, mas afinal todos os anos são muito difíceis quando se é adolescente, mas 17 anos me parece o pior. Porque você tem quase 18 anos, mas ainda não tem, já fez quinze e já não é mais A Menininha, e pelo menos aos 16 anos você pode ver mais filmes no cinema, mas com 17 anos, geralmente, se faz vestibular. Então pra mim 17 anos, é bem problemático. Que dizer, cada idade tem uma dificuldade, um problema, mas até hoje não conheço ninguém que ache algo pior que a pressão de vestibular, falo isso por conta própria. Acabei de passar por uma semana incrível de provas e simulados, fora a Uerj chegando, vou enlouquecer. Descobri que metade dos fios brancos que vou ter, ganho aos dezessete e a outra metade são os filhos ou única filha que vou ter. Mas não tem muito remédio pra isso, só precisava desabafar o quanto quero que esse ano passe logo, porque ter 17 anos, não é muito legal.

segredinho


Talvez eu não te odeie tanto assim, apenas talvez, então não comece a se gabar. Mas é que toda vez que você chega perto eu quero te bater e te beijar, te xingar e fazer carinho depois, mesmo te odiando não consigo ficar um dia sem te ver, e só de pensar em não ouvir você me chamando de insuportável me faz mal, mesmo que eu odeie quando você faz isso.
Talvez eu não te queira tanto mal assim, apenas talvez, então não comece a se gabar. Só porque já sonhei com você, mas do posso contar e fico bolando novas maneiras de te irritar quando você não está por perto. Sempre que você se aproxima algo em minha barriga da voltas, eu acho que é de nojo, mas meu coração acelera e então... Droga eu te odeio! Ou talvez não te odeie tanto assim. Apenas talvez. Mas isso é um segredo tudo bem garoto?

its over.



O show acabou, pausa para os aplausos. Corações partidos rendem bons espetáculos, a casa estava cheia, dezenas de espectadores, mas as luzes eram tão fortes em mim que não os vi, acreditando na minha atuação. Mas o que é a vida além de palcos vazios e platéias lotadas, afinal ninguém quer viver seu drama, mas todos adoram assistir.

escolhas.



Não sou muito inteligente nem muito burra, não sou muito magra nem muito gorda, meu cabelo não é encaracolado nem liso, meu estilo não é definido, faço dança e futsal, ainda não sei que carreira seguir, aeronáutica ou jornalismo, se pudesse escolher um caminho eu não escolheria, ainda não sei bem porque tudo isso, mas como viram nunca fui boa em decisões, então porque tenho que escolher entre dois amores? É tão mais fácil amar a ambos.

platônico



Quem nunca teve um amor platônico que atire a primeira pedra. Não existe no mundo uma pessoa que nunca teve um amor impossível. Pode ser um astro do rock ou um ator, pode ser o garoto mais popular da escola ou seu primo, pode ser alguém que já ame outro alguém, ou alguém que simplesmente não ama ninguém, pode ser qualquer um, pode ter qualquer idade, mas todo mundo tem o seu amor platônico.
É normal, então porque sempre ficam espantados quando alguém exagera um pouquinho, nem todo mundo sente da mesma forma, com certeza você vai ouvir alguém contando do seu amor platônico, ou você ira contar seu amor platônico pra alguém, porque parte desse doce sofrimento de amor é o desabafo. Não se preocupe tanto, amores platônicos são bons, geralmente é com eles que mais se amadurece, porque você aprende a escolher um amor mais possível, mais real. O problema está se você só consegue ter amores platônicos, se você não é assim sorte sua. Eu sou. Irônico não?

tudo novo

















Todas as coisas que você me disse eram mentiras
Eu estou indo
Todas as coisas que vivemos eram falsas
Eu estou indo
E todos os eu te amo foram ensaidos
Estou indo
Então não ouse me seguir
Porque você é um idiota se acha que vou cair novamente
Não ouse pedir desculpas
Porque você é um idiota se acha que vou cair novamente
Muito menos me reconquistar
Porque você é um idiota se acha que vou cair novamente
E tenho meus sonhos
E gosto deles
Tenho novos amigos
E gosto deles
Tenho um novo guarda roupa e sapatos
E gosto deles
E uma nova vida com você bem longe dela ;)

coisas do passado



Minha mente esta cheia de historias do que poderia ter sido, isso é pior do que não saber por que não aconteceu, afinal a decisão sempre foi sua, não minha. Eu te amei, depois de um longo tempo você foi o primeiro a quem dei chance de me alcançar e tudo que fez foi me quebrar novamente, porque? Cada vez que brigávamos, cada frase fria me machucava. Eu chorei, muitas e muitas vezes e você nunca soube. Você fez uma escolha, quis se prender ao passado, um passado do qual nem sei se faço parte, e foi quando me perdeu, porque destruiu o pouco que sobrava. Toda vez que te vejo a sua escolha reflete em mim, eu queria poder apagar, mas no fim você ainda é o único que consegue penetrar todas as minhas barreiras, estou cansada, você ao menos percebe o quanto ainda me afeta.
Queria ter coragem de dizer isso, porque continuo agarrada a lágrimas do que poderia ser e não quero mais sonhar. Então pode por favor sair de perto, porque cansei do passado.