ninguém está te ouvindo.
você está assustada.
já viu esse filme uma vez,
foi o suficiente pra te dar anos de pesadelos
e está acontecendo novamente.
uma lágrima,
você se tranca no armário
e não pode mais respirar.
já vai dar uma da manhã
e você só quer um pouco de ar
segura seu corpo, arranha a garganta
treme, treme, treme
mas você esta morrendo de calor
aos poucos ele volta,
você está sentindo,
seu peito sobe e desce lentamente
e você esta caído no chão aos prantos como um bebê,
com medo do que vai ser amanhã.
isso não pode voltar.
Eu estou com medo, do que ele pode fazer comigo.
sábado, 12 de maio de 2012
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Querer.
Eu quero a sua dor pra mim,
Quero seu silêncio e suas feridas,
Quero beijar suas lágrimas
e abraçar seus medos.
Quero ser amiga da sua solidão,
E escrava do seu sofrer,
Quero ser seu apoio e sua lápide.
Quero descobrir o que está por trás
de todo o frio que te cerca.
Quero-o por inteiro.
Cada pedaço escuro e escondido,
Tudo.
Quero seu silêncio e suas feridas,
Quero beijar suas lágrimas
e abraçar seus medos.
Quero ser amiga da sua solidão,
E escrava do seu sofrer,
Quero ser seu apoio e sua lápide.
Quero descobrir o que está por trás
de todo o frio que te cerca.
Quero-o por inteiro.
Cada pedaço escuro e escondido,
Tudo.
Fogo
Fogo
Fogo para acender meu cigarro
Fogo para queimar meus cabelos
Fogo para queimar essa minha alma sentimentalista
Fogo
Alto, laranja, dançante,
Fogo que corrói minha pele
Fogo que mantém meu coração em brasas
Fogo que destrói a minha calma
Fogo para acender meu cigarro
Fogo para queimar meus cabelos
Fogo para queimar essa minha alma sentimentalista
Fogo
Alto, laranja, dançante,
Fogo que corrói minha pele
Fogo que mantém meu coração em brasas
Fogo que destrói a minha calma
Separação
Presos no abismo que nós mesmos criamos;
Mantendo por perto a doce miséria
de continuar fingindo.
Nuvens de fumaça quando você fala,
seus cigarros baratos empilhados sobre a mesa
tão apagados e tragados como as nossas esperanças.
Dois estranhos abraçados na cama,
dividindo aquela dor ao qual se infringem.
Estáticos, olhando, íris vazias,
um infinito espaço onde não devia.
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