sábado, 14 de julho de 2012

refúgio

É no ponto aceso no escuro que acho minha paz
e na fumaça solto o que sinto
Com a mente leve me deixo ir
Com o ar solitário monto minha máscara
Escondida atrás de deliniador e copos plásticos cheios do meu vazio
Rindo do vento gelado nessa noite
Não sei mais qual o inferno que me atraiu
pra graciosidade da auto-destruição
A exaustão de apenas viver
Mergulhando a insônia em dedinhos de cafeína
Um trago e um gole
Um brinde a toda dor imaginária que as pessoas criam para si
Caminhando nessa corrida de loucos viciados
Tentando manter meu refúgio aceso durante o inverno
Sacudindo meu corpo ao som de um velho rock qualquer
Queimando lentamente os lamentos que assombram minha mente
olhos apertados, lábios comprimidos
Manter isso aceso é tudo o que pretendo

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