
Ela não tinha certeza se sua alma estava pronta, mas ele segurou sua mão e a puxou para pista, algo naquele cara segurava seu grito de adeus. Não adiantava o que seus amigos diziam, ou suas chances perdidas, ela não conseguia deixá-lo ir. O tempo ficou pouco e dramático, nunca era o suficiente e nem fácil, a raiva dele era tão grande, mas ela ainda tenta fingir que tudo era como antes. As chances dela tinham sido perdidas e ela queria seguir em frente, mas simplesmente sabia que não podia, aquele olhar prendia o seu, tudo nele chamava ela e transformava todas as suas palavras evasivas em coisas tolas, ditas da boca pra fora.
Ele sabia que a tinha e gostava desse jogo, a sensação de dominação era tão nítida que quase podia ser sentida, ela estava perdida e todos sabiam. Eles não sabiam e estavam se movendo ou se estavam parados, tudo que sabiam era o quanto precisavam um do outro. Ela tentou sair uma vez, duas, mas era como tentar soltar-se de uma bola de chumbo, ele a mantinha segura agora, em seus braços, poucas palavras, muitas coisas ditas, um beijo quebraria o momento.

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