sexta-feira, 19 de março de 2010

um maço



Um trago. Estou tentando ocupar minha mente longe de tudo que me leva a você, estou sentada no alto de um prédio cercada por muralhas de concreto e nem elas são fortes suficiente para te impedir de me afetar. Mais um trago, o céu está cinza como a fumaça que solto, você foi minha única exceção o único que conseguiu me conquistar, no meio de tantas pessoas você soube o que falar quando eu chorei pela minha alma quebrada e agora estou chorando pelo meu coração ferido, e a dor voltou, mais uma vez.
Outro trago e fecho meus olhos, talvez eu soubesse no que estava me metendo e apenas relaxei, e quando achei que havia encontrado alguém que não me deixaria sozinha, me perdi, e agora estou mais sozinha que nunca, porque você me deixou turva como a fumaça de um cigarro. Meus braços estão arranhados de tanto que tento agarrar a mim mesma, as lágrimas ainda cai e meus cabelos vermelhos parecem sujos e toscos. Chegou a hora de voltar ao meu lugar seguro e parar de sonhar, e se as muralhas não são o suficiente, minha consciência terá de ser, você será minha nova exceção, e agora espero vê-lo apenas como um fantasma em que posso escolher acreditar ou não enquanto se desfaz junto com a fumaça que se vai de meu último trago.

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