
O vento soprou forte e gélido no pescoço de Joseph, fazendo-o tremer. Era esguio e magro, sentado naquele banco. O homem pegou um cigarro para si e apalpou os outros bolsos, a procura de um isqueiro. Ele afundou sua mão em um dos bolsos e encontrou o objeto que tanto procurava. Os lábios comprimidos pressionavam o cigarro enquanto segurava o isqueiro com a mão tremula.
— Você pode me dizer a verdade? Apenas diga um Sim ou Não, e seja feliz. Só quero que você seja feliz. — Falou a mulher sentada ao lado do homem. Notava-se que em seu olhar havia desespero. Ela se segurava para que a lágrima teimosa não cai-se por sua face. — Pare de fumar e me responda. — Bufou.
- Eu sei que você não gosta que eu fume. - Seus lábios estavam tão comprimidos que sua voz branda era quase inaudível. Mas era violenta a fricção do seu polegar contra a rosca do isqueiro, na tentativa de acendê-lo. - Mas é que está tão frio aqui, está frio não está? Eu tenho que me aquecer de alguma forma.
A chama rompeu azulada e alta. Aproximou o cigarro preso entre os lábios repentinamente ressequidos, como se a chama lhes tivesse absorvido toda a umidade. Ele tragou lentamente, deixando a fumaça tomar conta de sua boca por alguns segundos, e depois soprou-a ao vento. Logo deixou o cigarro entre seus dedos finos e inclinou-se para mulher. Fitou a beleza que tinha nela. A pele dela era alva, com as bochechas com aquele leve tom rosado. Os lábios cujo o batom vermelho caia tão bem, e combinavam com o cabelo cor de fogo. Os olhos verdes, oh, profundos olhos verdes, espelhos de sua alma. Que refletiam a sua delicadeza e esplendor.
— Pare de me olhar assim! Só quero que ao menos uma vez, você me responda. — Ela suspirou fortemente tentando ter forças. Quando o homem ia novamente por o cigarro entre seus lábios ela o pegou e o jogou longe. O silêncio dele e sua calma deixava Sophie mais impaciente.
— Antes o que te esquentava era meu corpo. E agora, um cigarro? — Uma lágrima teimosa escorreu pela sua face.
— Sim. Um cigarro não causa dor. Causa? — Joseph suspirou fortemente, sua expressão era monótona.
— Então é isto. Sempre te causei dor, uau! Quero saber apenas uma coisa. Mesmo com este sofrimento, você ainda me ama? Me ama como me amou um dia? — Perguntou rapidamente, atropelando as palavras. Com medo da resposta.
O silêncio de Joseph foi torturante para ela. Agora só se ouvia o sussurro dos ventos, ou as folhas das árvores balançando contra a brisa. O homem fitou o céu nublado e abriu seus lábios tentando falar algo. Mas falhou, nenhum som saiu.
— O silêncio traz a verdade da dor. É uma resposta objetiva! Quem fica em silêncio tem medo de falar a verdade. Já que você não ira falar nada, quer que fique assim, subentendido. Tudo bem, não irei mais pressionar. — A mulher fitou Joseph. Os olhos deles estavam fechados, mas ela analisou bem a face pálida dele e pode ver uma lágrima escorrer. Talvez fosse a ultima lágrima de amor por ela.
Sophie se levantou e andou em passos calmos na direção longínqua do horizonte. Apertou a capa contra seu corpo, tentando em vão se proteger do frio cortante da calada tardinha.
Joseph fitou o lugar e não havia mais ninguém ali. Ele se aproximou do tumulo de Sophie e ali jogou sua ultima rosa.
— Desculpe. Não posso amar alguém morta! Você um dia foi minha vida, mas hoje, já não é mais.

aaaaaaaaaaaaahhh caaaaaaara.. o que vc quer que eu comente? a mulher era um fantasma¬ eu não quero ler contos tristes! poooxa vida :/
ResponderExcluir