
E então era a minha vez de vê-lo ali, deitado no sofá com a cabeça cheia de álcool e a boca cheia de luxuria e o pior, não comigo. Queria me matar, a dor que sentia e a frustração eram tão grandes que não conseguia impedir as lagrimas, meu irmão me abraçou e subiu para pegar um lençol para nosso inesperado visitante. Aproximei-me devagar do sofá, tinha medo não do que ele pudesse fazer, mas das palavras que ouviria ao me aproximar, acusações e culpa cairiam sobre mim e eu já devia esperar isso porque no final ele estava realmente certo.
-parece q você esta gostando do show.
-se você considera lagrimas como uma gargalhada sim está amando o show.
-não adianta tentar me comover, você é a culpada por tudo, pela minha bebedeira e até pelo meu novo amor.
Senti uma fisgada no meu peito e cai sentada no tapete próxima ao sofá.
-porque você tem que usar palavras tão duras? Pq não pode simplesmente me perdoar?
-porque você ficou com meu melhor amigo, porque você teve q dormir na minha casa pra me contar isso e pq você despedaçou meu coração como estou despedaçando o seu.
-mas eu não amo o Beto e muito menos quis magoar você, eu errei e...
-não importa mais, de qualquer forma foi graças a você também que encontrei o amor da minha vida, não que eu vá te agradecer por isso.
Deitei minha cabeça no sofá fugindo daqueles olhos embriagados, escondendo meu rosto de toda aquela condenação.
-realmente perdi você, sei q não posso exigir nada, só lamento meu irmão te trazido você pra mim, tão ferido e rancoroso, nunca imaginei um final assim.
-nem eu.
Levantei a cabeça na esperança de alguma desculpa, mas ele já dormia, um sono pesado e um rosto tranqüilo. Minha cabeça girava e meu corpo tremia, estávamos tão próximos. Levantei e beijei levemente seus lábios, aquela era uma despedida, sequei sua bochecha das minhas lagrimas, não podia haver vestígios do fim do nosso amor, levantei talvez mais embriagada que ele, embriagada de dor. Esbarrei com alguém no corredor, mas já não importava e com minha visão turva fui pra cama, esperando tristemente meus pesadelos.
-parece q você esta gostando do show.
-se você considera lagrimas como uma gargalhada sim está amando o show.
-não adianta tentar me comover, você é a culpada por tudo, pela minha bebedeira e até pelo meu novo amor.
Senti uma fisgada no meu peito e cai sentada no tapete próxima ao sofá.
-porque você tem que usar palavras tão duras? Pq não pode simplesmente me perdoar?
-porque você ficou com meu melhor amigo, porque você teve q dormir na minha casa pra me contar isso e pq você despedaçou meu coração como estou despedaçando o seu.
-mas eu não amo o Beto e muito menos quis magoar você, eu errei e...
-não importa mais, de qualquer forma foi graças a você também que encontrei o amor da minha vida, não que eu vá te agradecer por isso.
Deitei minha cabeça no sofá fugindo daqueles olhos embriagados, escondendo meu rosto de toda aquela condenação.
-realmente perdi você, sei q não posso exigir nada, só lamento meu irmão te trazido você pra mim, tão ferido e rancoroso, nunca imaginei um final assim.
-nem eu.
Levantei a cabeça na esperança de alguma desculpa, mas ele já dormia, um sono pesado e um rosto tranqüilo. Minha cabeça girava e meu corpo tremia, estávamos tão próximos. Levantei e beijei levemente seus lábios, aquela era uma despedida, sequei sua bochecha das minhas lagrimas, não podia haver vestígios do fim do nosso amor, levantei talvez mais embriagada que ele, embriagada de dor. Esbarrei com alguém no corredor, mas já não importava e com minha visão turva fui pra cama, esperando tristemente meus pesadelos.

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